Três motivos que nos impedem de viver a abundância nas nossas vidas

felicidadeQuando eu falo pra alguém que seu trabalho pode ser sua missão, geralmente recebo de volta um: “Ãhn?! Como assim?”

Todos nós, que nascemos de novo em Cristo Jesus, queremos viver pra Ele e cumprir Seu propósito em nossas vidas. Mas, muitas vezes, também queremos ser realizados profissionalmente, ter uma vida confortável e tal… E, uma das reações mais comuns a esse desejo é um pensamento um tanto limitador: “Mas não dá pra ter tudo na vida, né?” Eu te devolvo a pergunta: Será que não?

Deus nos chamou para viver uma vida abundante. E abundância significa: “quantidade maior. Riqueza, fartura”. Então, eu digo: é possível sim!

Mas, então, já que podemos ter uma vida farta e cumprindo nosso propósito, por que essa não é a realidade da maioria de nós?

Nesse artigo, vou apresentar três razões:

1. Não acreditamos que seja realmente possível.

Um dos motivos para não vivermos a abundância na nossa vida é não crermos nela. A Palavra diz que o justo viverá por fé (Hb 10.38). Também diz que assim como nós pensamos, assim agimos, assim somos (Pv 23.7). Essa verdade bíblica tem sido recentemente muito valorizada pela ciência e está cada vez mais popular (veja essa reportagem de capa sobre o assunto, na Superinteressante).

Popularmente ouvimos falar sobre o poder do pensamento. Pense, visualize o que você deseja como se já existisse e, então, será mais fácil conquistar. A explicação científica é bem simples: quando você imagina algo ou uma situação, seu cérebro emite sinais como se você estivesse vivendo aquilo, como se fosse real, de verdade. Por isso que, se você fizer um teste simples: feche seus olhos e imagine um limão na sua frente, verdinho… você sente o cheiro dele. Aí você pega uma faca e corta ele ao meio. Você pode ver os gominhos cheios de suco. Agora imagine que você está aproximando ele da sua boca… Se você fez o exercício corretamente, você salivou. Mesmo sem limão nenhum na sua frente. Por quê? Porque seu cérebro não sabe diferenciar o que é só imaginação, do que é realidade. Se você imagina como se fosse verdade, seu cérebro entende que é verdade, e envia comandos para o seu corpo como se aquilo fosse sua realidade.

E o que é a fé? Certeza das coisas que se esperam, convicção das coisas que não se veem. Quando você crê em algo, seu corpo, suas emoções, suas reações estarão de acordo com esse algo. Seja positivo, seja negativo. Se você acredita ser possível viver uma vida de abundância e realização, você viverá. Se você não acredita, dificilmente viverá.

2. Separação entre “vida secular” e “vida ministerial”

Sempre falo em meus cursos e palestras que não temos sete vidas, pelo menos eu não. Tenho uma vida só. Tenho até vários papeis: mãe, esposa, líder, ministra, professora, empreendedora… Mas são todos da minha única vida! E eu fiz a opção de entregar a minha vida a Cristo: ela é dele e serve para cumprir os propósitos dele.

Quando a pessoa faz uma separação muito rígida entre “vida profissional” e “vida ministerial” fica mais difícil de compreender que a sua vida, sua vida inteira, é de Deus. E, o que acontece na prática, é que a vida dentro da igreja é vivida para cumprir os propósitos divinos mas, a vida do lado de fora, não. É como se não precisasse. É como se a vida profissional fosse outra coisa. O pensamento parece ser: “Deus tem a ver com as coisas da igreja, com minha vida religiosa. Deus não está interessado na minha vida profissional”. Eu não acredito nisso.

Quando vemos os grandes homens da Bíblia, em especial os heróis da fé, nenhum deles tinha um ministério, nenhum deles tinha uma função eclesiástica. Se eu te perguntasse, qual o ministério de Enoque, Noé ou Abraão? Nenhum deles tinha “ministério”. Mas será que, por isso, nenhum tinha missão? O ministério, a missão deles era a própria vida. Eles não reservavam um horário na agenda para cumprir seu chamado. Eles viviam para cumprir seu chamado. Sua vida era sua missão.

O que Enoque fez? Andou com Deus. E Noé? Construiu um barco. E Abraão? Teve um filho. Dá pra acreditar? O grande feito ministerial, por assim dizer, de Abraão foi ter um filho!

Essa separação entre vida secular e vida ministerial faz com que muitos de nós não tenha clareza do seu chamado porque insistimos em procurar ele num ministério eclesiástico e ele pode estar num lugar completamente diferente: na sua família, no seu bairro, na associação de moradores, na sua profissão.

3. Medo do mundo

Todo mundo que é da igreja já ouviu: “Estamos no mundo, mas não somos do mundo” (Jo 18.36). Totalmente verdade. 100% bíblico. Mas a ênfase nem sempre.

Quando ouvimos essa passagem citada assim, geralmente a intenção é dizer que não podemos fazer alguma coisa. A ênfase geralmente está no “não somos do mundo”. Mas esquecemos da primeira parte: “estamos no mundo”. E acabamos esquecendo de outros versículos importantíssimos, como: “Não peço que os tireis do mundo” (Jo 17.17) ou “vós sois a luz do mundo” (Mt 5.14).

Para mim, as passagens que Jesus fala que estamos no mundo são bem claras: estamos aqui e devemos brilhar no mundo. A palavra também diz que as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja. Mas parece, às vezes, que as portas da igreja é que devem se proteger do inferno! Nos escondemos todos ali dentro, com medo do mundo. Não!!! Devemos ir lá pra fora, brilhar lá fora! Nos misturar como Jesus se misturou. Participar do que no mundo vai contra Deus? Claro que não. Mas como irão ver minha luz se deixo pra brilhar só na igreja? Se meus dons e talentos eu uso só na igreja? Se minha missão está só dentro da igreja?

Eu acredito que Deus nos deu dons e talentos para usarmos na nossa vida: em casa, no trabalho, na igreja. Nossos dons e talentos não estão reservados a um lugar de atuação e nem a um único fim específico. Deus é criativo, não se prende a rótulos. Acredito que nossos dons são as ferramentas que Deus nos deu para cumprir o propósito dele na terra. Uma parte dele e, como corpo, meu propósito se unindo ao seu, revelaremos Cristo ao mundo, às vezes até sem perceber.

sorrisoDessa maneira, acredito sim, e falo de sobre os telhados: É possível você cumprir seu chamado e viver uma vida plena e feliz! Seu chamado pode ser dentro da igreja, ou não. Pode ser sua profissão, ou não. Pode ser simples, ou não. Pode ser servindo a grandes ou a pequenos, a ricos ou a pobres. As possibilidades são infinitas! Assim como nem todos foram chamados a serem mártires, a morrer pelo evangelho, nem todos serão chamados à riqueza financeira. Mas vida abundante, plena e feliz tem muito pouco a ver com riqueza financeira, né? Pelo menos pra mim.
Meu alerta aqui é só para que você abandone os rótulos, as ideias pré-fabricadas sobre propósito, missão, chamado, ministério… Que você possa renovar seu entendimento para experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus pra sua vida!

Amo você em Cristo. E gostaria muito que você me contasse como tem sido essas questões na sua vida.

Se você quer receber conteúdo em primeira mão no seu email, cadastre-se aqui.

Bj grande.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *