Como mudar hábitos ruins | Série Faça de 2017 o melhor ano da sua vida! #2

“Somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.” Aristóteles

Já parou pra pensar em quantas coisas fazemos todos os dias sem parar pra refletir antes? Quantas coisas fazemos como que no piloto automático?

Escovar os dentes, calçar os pés para sair de casa ou falar “alô” ao atender o telefone, os hábitos são parte significativa do nosso dia a dia e interferem diretamente nos nossos resultados.

O problema é que nem sempre nossos hábitos contribuem positivamente.

Por isso, o segundo passo para um ano desatador é mudar os hábitos negativos e construir mais hábitos positivos.

Esse é o segundo post da nossa série. Se você ainda não leu o primeiro, clique aqui.

 

O QUE SÃO HÁBITOS?

Hábitos são comportamentos aprendidos, que realizamos repetidamente, de maneira consciente ou não, como escovar os dentes após as refeições ou fumar um cigarro depois do cafezinho.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, os hábitos representam 40% do que fazemos todos os dias, o que equivale a:

  • 9 horas por dia
  • 2,5 dias por semana
  • 4 meses por ano

Todo esse tempo estará sendo utilizado com seus hábitos. Daí a importância de desenvolver hábitos positivos, que ajudem você a alcançar seus objetivos.

A formação dos hábitos se dá no inconsciente, o que torna muito difícil transformar os hábitos conscientemente.

O neurocientista Chris Frith, do University College, em Londres, afirma que 90% do que o nosso cérebro faz nunca chegará à consciência. Isso mostra que a maioria das suas ações no dia a dia é ditada pelo que você deixa registrado inconscientemente.

Isso faz com que a mudança de hábitos seja mais lenta do que gostaríamos, porque ela precisa alterar dados que estão registrados de maneira bastante profunda. Quando ficamos no superficial, a chance de não conseguirmos mudar e voltarmos a antigos padrões é maior.

Quando queremos mudar rápido demais, é como se estivéssemos apenas arrancando galhos. Logo, logo eles crescem novamente.

É o que acontece quando você toma decisões, muito lógicas e racionais, mas que não funcionam, como cortar todos os doces da sua dieta.

Se você está buscando emagrecer, esta é uma decisão perfeitamente plausível. Porém, como a raiz desse hábito é inconsciente, essa decisão racional produz efeito num primeiro momento, mas dificilmente se sustenta a longo prazo. Aquela raiz, que ainda está lá, vai acabar brotando outra vez.

Você toma a decisão no nível racional mas por dentro você continua sendo empurrado na direção oposta.

MAS É QUE FALTOU FORÇA DE VONTADE… #SQN

Sempre tem aqueles que vem com a máxima: “Mas você precisa ter força de vontade!”

Aprendi com o Henrique Carvalho, do Viver de Blog, que a força de vontade é como um músculo, que se solicitada a todo o tempo, se desgasta e cansa. Você conta com sua força de vontade para dar a largada e sair da inércia. Mas precisa, de alguma maneira, entrar no piloto automático para não ficar dependendo dessa força de vontade.

E aí voltamos ao início, pois, piloto automático é justamente como definimos os hábitos.

Segundo Charles Duhigg, autor de O Poder do Hábito, best seller sobre o assunto, a melhor maneira de mudar um hábito nocivo é substituí-lo por um hábito positivo. “As pesquisas com maior sucesso na mudança de hábitos usaram esse método”, diz Duhigg. “Transformar um hábito não é necessariamente fácil ou rápido. Mas é possível.”

A ESTRUTURA DO HÁBITO

Segundo os pesquisadores, cada hábito é uma sequência com três etapas:

  1. o gatilho que desencadeia o hábito
  2. a rotina, ou o hábito propriamente dito
  3. a recompensa, ou aquilo que buscamos ao repetir o hábito

O gatilho é aquilo que desencadeia o hábito. Um exemplo bem ilustrativo é o comportamento de um cão quando o dono pega a coleira. Ele automaticamente se anima porque sabe que vai passear. A coleira funciona como o gatilho para o hábito de passear do cão.

Da mesma maneira, o café pode funcionar como gatilho para o cigarro, o despertador para acordar ou um banho frio para o início do dia.

O gatilho é o alarme para acionar a segunda etapa: a rotina, ou seja, o hábito em si, aquilo que é feito no piloto automático.

Finalmente, a terceira etapa, a recompensa ou o real motivo para a execução do hábito.

Por que uma pessoa que está com sobrepeso e quer emagrecer devora uma bomba de chocolate, mesmo sabendo as consequências disso? Porque ela quer a recompensa – que pode ser o prazer de saborear o doce ou pode ser a sensação de liberdade, de que pode comer o que quiser.

Tanto o gatilho quanto a recompensa variam de pessoa para pessoa. Mas eu encontrei um gráfico muito interessante que vai ajudar você a identifica-los. Encontrei no blog Caos Controlado.

6 PASSOS PARA UMA MUDANÇA DE HÁBITO CONSISTENTE

Agora que você já entendeu todo o mecanismo por trás dos hábitos, e já consegue identificar seus gatilhos e recompensas, quero compartilhar com você essas dicas incríveis que achei numa reportagem da Revista Época sobre o assunto.

PASSO 1 – Mude um por vez

A chance de ter sucesso aumenta quando nos dedicamos a uma meta por vez. Do contrário, o risco de falhar diante de tantas incumbências é maior. E a vontade de desistir também.

PASSO 2 – Pense em soluções possíveis

Se a ideia é fazer exercícios, comece uma caminhada, não uma corrida de 5 quilômetros. Programe-se para praticá-la perto de casa, não numa academia aonde você só chega de ônibus. Não crie ciladas. Gaste energia para pensar em como fazer certo.

PASSO 3 – Estabeleça uma meta e uma recompensa

É um reforço positivo. Estabeleça uma periodicidade para a meta. Quando alcançá-la, crie uma nova até que aquela atitude vire um hábito. Pense numa recompensa: uma sessão de massagem ou um presente.

PASSO 4 – Anuncie a mudança

Ter uma rede de apoio é fundamental. Conte para a família e para os amigos mais próximos o que você decidiu mudar. Participar de uma comunidade cujas pessoas vivenciam a mesma situação ajuda. É importante ter alguém para dividir as angústias e as conquistas. Uma ajuda profissional, como o serviço de um coach, também pode ajudar bastante.

PASSO 5 – Registre os progressos

Pode ser uma planilha, um papel na porta da geladeira e até uma dezena de post-its no armário do quarto. Anotar os progressos e vê-los diariamente vai motivar.

PASSO 6 – Não desista quando os obstáculos aparecerem

Mudar de hábito é desafiador. Se uma vez não deu certo, não desanime. Pense numa estratégia para evitar que se repita.

 

E vou terminar com uma frase clichê, mas que faz todo sentido aqui:

“Quer ter resultados diferentes? Faça coisas diferentes.”

Disposto a realizar as mudanças necessárias pra viver o melhor ano da sua vida? Conta pra mim aqui nos comentários quais são seus maiores desafios. Vamos conversar!

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *